Segurança é prioridade em Porto Alegre

As eleições estão chegando e com elas muitas dúvidas sobre a maneira que os escolhidos atuarão na gestão das cidades. Dentre os diversos desafios diários de uma grande cidade, quais assuntos têm mais relevância para a população? Saúde, segurança, educação, mobilidade? Ao visitar diferentes pontos da cidade de Porto Alegre e conversar com moradores, as necessidades são conhecidas há tempos e estão na ponta da língua. Mas a resolução dos problemas parece que não conta com o apoio oficial e estão longe do fim.

No bairro Bom Jesus, moradores destacam que o principal problema da cidade atualmente é a falta de segurança, como conta a moradora Josi Castilhos, 34 anos, professora na comunidade: “Nosso grande problema é a segurança. Saimos com medo de casa todos os dias. Não encontramos polícia na rua. É assalto, tiroteio, morte toda hora. O prefeito deve priorizar a segurança da população e também olhar com mais carinho os guardas municipais. Já que não tem policial suficiente nas ruas, quem sabe armando a guarda municipal eles não trabalham em conjunto com a Brigada Militar para melhorar a segurança?”, questionou.

Na Zona Sul de Porto Alegre, o estudante Eduardo Garcia, de 22 anos, revela seu medo diário ao sair de casa e ir à faculdade. “Quando se administra uma cidade, são vários aspectos a serem considerados. Educação, saúde, mobilidade. Mas uma em especial está na boca do cidadão: segurança. Nós estamos vivendo com relatos diários de violência. Não só assaltos nas ruas, mas também nas escolas, faculdades, nas Unidades Básicas de Saúde. As pessoas saem sem saber se voltam pra casa. Acredito que a segurança deva ser prioridade para a nova gestão”, finalizou.

No centro da capital, onde circulam milhares de pessoas todos os dias, Isiane Ribeiro, 29 anos, estudante de Direito, sente um retrocesso na cidade: “Hoje em dia não dá pra caminhar com tranquilidade pela cidade. Segura eu sinto somente dentro do meu condomínio, shoppings e olhe lá! Estamos vendo as pessoas fazendo justiça com as próprias mãos. Esses dias mesmo arrancaram a mão de um rapaz no meio do centro. Como andar segura assim?”, contou.

De acordo com a Superintendência de Segurança Pública (SSP), foram registrados somente no primeiro semestre de 2016 mais de 15.500 furtos, mais de 4.500 roubos de carro e cerca de mil pessoas foram presas por tráfico de drogas.

REPORTAGEM: Juliano Lisboa Baptista 
EDIÇÃO: Maurício Paulini

ALU201415723

Alunos Graduacao Jornalismo ZS

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