Alunos do curso de Farmácia ensinam o cultivo de plantas medicinais

Uma ação projetada para integrar pessoas e recursos naturais. Podemos definir assim a atividade proposta por alunos do curso de Farmácia da UniRitter, Campus Zona Sul, em parceria com a Escola Estadual Brigadeiro Silva Paes, no bairro Alto Teresópolis. Cerca de 20 alunos da disciplina de Farmacognosia desenvolveram o projeto que tem como objetivo propor aos estudantes da escola a criação de um horto medicinal. A turma escolhida para fazer parte das atividades foi a de Ciências, do sétimo ano.

Farmacognosia é o ramo mais antigo das Ciências Farmacêuticas, e tem como alvo de estudo os princípios ativos naturais, sejam animais ou vegetais: “Horto é diferente de horta. Na horta cultivamos alimentos, já no horto trabalha-se com plantas medicinais, que possuem substâncias com propriedades terapêuticas e com capacidade de tratar algumas doenças”, explica Clara Brandelli, professora da disciplina.

O primeiro passo para a realização da atividade contou com a elaboração de um questionário a ser respondido por pais e alunos da Silva Paes. A partir daí, os encontros foram divididos em três etapas. Durante três semanas, nas quintas-feiras, os graduandos visitaram a escola para desenvolver a atividade com os alunos. Na primeira semana foi organizada uma Roda de Chá, que serviu como integração e organização das atividades de cada um no projeto. A conversa virou uma aula onde os estudantes de Farmácia explicavam as crianças como funcionava o Relógio do Corpo Humano e as crianças contavam suas experiências com chás.

“A ideia do Horto foi em conjunto. Levar esse conhecimento para alunos de ensino fundamental é muito importante. Primeiro para mostrar que nem sempre precisamos ir até a farmácia comprar medicamentos para tratar de alguma doença, e depois para que elas possam multiplicar esse conhecimento na sua comunidade”, comentou Jéssica Leal, aluna do terceiro semestre no curso. “Durante as conversas, crianças lembravam citações de seus aos sobre o uso de chás, e essa era uma das ideias do projeto. Trazer para mais perto das novas gerações o que ficou no tempo dos pais e avós, e mostrar que as plantas realmente podem ajudar a curar algumas doenças do nosso organismo”, completou Jéssica.

A segunda semana iniciou com a preparação do espaço e dos itens necessários para o  cultivo. O lugar disponível para fazer o horto foi um espaço de dois metros cúbicos nos fundos da escola. Pneus, tintas doadas pela empresa Bencolor, terra doada pelo DMLU, pás e enxadas iniciaram os trabalhos. Os alunos foram divididos em quatro grupos e assim começou a construção da Horta Medicinal na escola: “Estamos bem feliz com a recepção das crianças, essa empolgação deles superou nossas expectativas”, comentou Jéssica.

O terceiro e último encontro serviu para fazer o plantio das mudas. Cada aluno da escola, com a ajuda dos estudantes de Farmácia, plantou um tipo dentro de cada pneu. Depois de plantar e molhar a terra, a professora Livi Gonçalves sugeriu que os alunos pegassem as folhas secas espalhadas no pátio da escola e jogassem em cima da terra, pois ajudaria no crescimento das plantas. As crianças ainda tinham algumas dúvidas e continuavam a perguntar aos professores, e se mostravam interessadas e contentes com o resultado final do projeto. “Eu acredito que atividades assim são muito importantes na vida dos alunos. Variar a rotina escolar e trazer as crianças pra rua faz com que eles se interessem mais e tenham vontade de aprender”, relatou Livi.

REPORTAGEM: Júlia Fernandes
EDIÇÃO: Maurício Paulini 

ALU201415723

Alunos Graduacao Jornalismo ZS

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