ZH na Faculdade: Tulio Milman conversa com os alunos do campus Zona Sul

Evento promovido pelo jornal Zero Hora trouxe o colunista Tulio Milman, do Grupo RBS, ao campus Zona Sul da UniRitter

A preocupação com o futuro é uma questão que inquieta. Desde o passado. E ainda no presente tem sido assim. Logo na infância precisamos responder sobre o que queremos ser quando crescer. Na vida escolar temos que debater qual curso superior e qual profissão seria nossa melhor opção. Já na universidade, as dúvidas persistem: é isso mesmo que eu quero fazer? Isto vai me trazer realização pessoal? E profissional? Dá dinheiro?

Essas dúvidas se resumem em uma única questão quando se é estudante ou profissional do Jornalismo. Ela está presente em cada aula, é referida ao menos uma vez por dia, é motivo de seminários, debates e está sempre povoando o imaginário de estudantes da área. A pergunta de um milhão de dólares é: qual o futuro do Jornalismo?

Por certo é necessário consultar quem está nessa caminhada há mais tempo. Professores, repórteres, editores, colunistas, todos têm muito a contribuir para a resolução desse questionamento. Mais uma tentativa de responder esta questão está sendo proposta pelo jornal Zero Hora. Em comemoração aos seus 52 anos, o periódico do Grupo RBS promove o evento intitulado ZH na Faculdade, que reúne profissionais e estudantes de Jornalismo para debater os rumos que a profissão está tomando.

Tulio Milman esteve no campus Zona Sul para conversar com alunos de Jornalismo (Foto: Jennyfer Siqueira/AGEX ZONA SUL)

Se na segunda-feira (30 de maio) o jornalista Nilson Souza esteve no campus Fapa da UniRitter para o painel “A opinião no Jornalismo”, a edição de 2 de junho contou com o colunista Tulio Milman no campus Zona Sul. O tema “Multimídia e os novos parâmetros da comunicação” contou com a mediação do professor Leandro Olegário, coordenador do curso de Jornalismo da instituição.

Quando se fala que o jornalista contemporâneo precisa saber transitar pelas diversas nuances da profissão, Tulio é a personificação dessa máxima. Profissional multimídia, costuma dizer que já fez praticamente tudo no jornalismo. Do caderno de gastronomia até coberturas de guerras, passou por duas edições de Jogos Olímpicos e algumas campanhas presidenciais. Além da coluna em ZH, tem participação diária no Jornal do Almoço e Rádio Itapema. Como enviado especial e comentarista do Grupo RBS, já fez cobertura em mais de 15 países, entre eles Jordânia, Estados Unidos e China.

Por toda essa trajetória, Tulio fala com propriedade quando o assunto é a convivência entre as “novas” e as “velhas” mídias.  “As novas mídias não vão matar as tradicionais. O jornal impresso, por exemplo, está cada vez mais se reinventando. No curto prazo podemos afirmar que será uma mídia premium, onde o leitor estará disposto a pagar por um conteúdo exclusivo, analítico e com informações aprofundadas, destaca.

Tulio considera despir-se dos preconceitos um aspecto fundamental para que o trabalho como jornalista seja bem feito. “Na minha época escolar, um professor me pediu pra fazer um trabalho sobre Teixerinha. Eu gostava de rock, e fazer um trabalho sobre Teixerinha beirava a piada. Mas quanto mais eu pesquisei a respeito fui enxergando a importância desse personagem e o tamanho da sua obra. O papel do jornalista é compreender um fato e explicá-lo para o grande público”, afirma.

Do bate-papo com os alunos, além da certeza de que o jornalismo foi, continua sendo e ainda será muito importante para a sociedade, ficou ainda uma mensagem para os futuros profissionais: “Tem muito emprego para jornalista no mundo de hoje”, garantiu o jornalista do Grupo RBS.

REPORTAGEM: Maurício Paulini

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Faculdade de Jornalismo