Musicoterapia para os inquietos da terceira idade

Quem disse que apenas os alunos da graduação podem ser inquietos? A UniRitter recebe no campus Zona Sul todas as quintas-feiras um grupo de idosos de até 92 anos que moram no entorno do Centro Universitário Ritter dos Reis

por Rosa Mantovani

Leonardo Liberlato, aluno do curso de Fisioterapia, toca violão e canta com o grupo de idosos há mais de um ano. Porém, o projeto de integração dos idosos não começou agora, surgiu a partir de uma senhora que morava na frente da UniRitter, que queria muito aprender a ler e escrever.

O Aluno Leonardo Liberlato, faz trabalho voluntário dedicado aos idosos interessados em usar a música como forma de terapia – Crédito: Rosa Mantovani/Agex
O aluno Leonardo Liberlato, faz trabalho voluntário dedicado aos idosos interessados em usar a música como forma de terapia – Crédito: Rosa Mantovani/Agex

Um tempo depois, perguntou para um segurança da faculdade como poderia fazer isto. Naquele dia, ele não soube o que responder para a senhora vizinha, mas a história não demorou a chegar aos ouvidos de uma professora da pedagogia, que resolveu dar aulas para ela.

Esta moradora falou para uma vizinha dela que acabou indo também, então já eram duas alunas em aula, de repente o projeto foi evoluindo. Depois do aprendizado da leitura e da escrita, surgiram outras oficinas com a mesma intenção pedagógica de atender a terceira idade.

Após surgiu a computação, a fotografia, o sarau literário, oficina de expressão corporal até a musicoterapia. Coordenado pela professora Denise Ceroni, o projeto já ganhou o prêmio na Semana de Extensão, Pesquisa e Pós-graduação da UniRitter.

Os monitores do projeto já contabilizam mais de 10 prêmiações. Leonardo, o responsável pela oficina de musicoterapia, também ganhou recentemente prêmio na SEPesq por suas aulas de música. Ele conta que além de tocar violão e ensinar músicas para seus alunos, também já fez um apresentação dos idosos cantando caracterizados de palhaços para animar as crianças da creche localizada ao lado do campus Zona Sul.

O grupo cantou músicas como balão mágico, o que fez brilhar os olhos das crianças.  A interação dos idosos com as crianças trouxe muita felicidade para ambos, conta Leonardo.

Marina Santos, que atualmente faz oficinas como a de francês, sarau literário e, é claro, a de musicoterapia, elogia o projeto: “É importante termos um lugar onde faça o idoso sair de casa e poder ter um abraço, se soltar, cantar e dançar. Tudo isso me faz muito bem”.

Solange Titton também afirma que em todo trabalho pedagógico que faz na faculdade se sente muito bem, e que sempre segue animada para suas aulas, tanto de musicoterapia, quanto nas outras que faz.

Leonardo nos conta ainda que para ele a música sempre foi uma terapia, e que fica feliz de poder ajudar as pessoas fazendo aquilo que faz bem para ele também, ou seja, a música acaba sendo uma terapia para todos que apreciam.

ALU201321094

Alunos Graduacao Jornalismo ZS

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